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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Texto informativo do Incra: Encerramento da Residência Agrária Turma Dom Tomás Balduíno, que modificou a realidade de assentados de 14 estados brasileiros


http://www.incra.gov.br/noticias/cursos-de-direito-ajudam-modificar-realidade-de-assentados-e-agricultores-de-14-estados




"Três anos após concluírem o curso superior em Direito, 22 assentados e agricultores familiares retornaram à Universidade Federal de Goiás (UFG)/Campus Goiás para cursar a especialização / residência agrária em Direitos Sociais do Campo (parceria entre Incra/MDA/CNPq/UFG). Ao todo, a especialização contou com 54 assentados e agricultores familiares participantes, de várias graduações, das seguintes unidades da federação: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e do Distrito Federal. O curso de especialização em Direitos Sociais do Campo,  encerrado no último dia 10, foi realizado em dois anos e teve seguindo os princípios da Pedagogia da Alternância."

"'O que me impulsiona a lutar cada vez mais é a questão da inclusão social, a necessidade de exercer a advocacia popular', afirma Verônica Costa de Albuquerque – de 55 anos, moradora do assentamento Bela Vista, localizado em Iperó (SP). Verônica é uma dos 22 concluintes da especialização Direitos Sociais no Campo que também cursou a turma especial de Direito Evandro Lins e Silva. Essa vontade de ver a população mais simples, especialmente, a do meio rural, ter acesso aos seus direitos e tornar o exercício da advocacia uma atividade popular se repete em praticamente todos os assentados e agricultores familiares que passaram pela especialização e/ou o curso de Direito na UFG/Campus Goiás."

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Texto informativo da UFG: Encerramento das atividades da primeira turma da Pós-Graduação em Direitos Sociais do Campo


        "O Programa de Pós-Graduação em Direitos Sociais do Campo da UFG, da Regional Cidade de Goiás, realizou na última semana, entre os dias 6 e 10 de abril, o seminário de encerramento das atividades da primeira turma de Especialização em Direitos Sociais do Campo. O curso foi concebido a partir de uma chamada pública do CNPq, no âmbito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), em parceria com Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e teve a duração de dois anos.

         Em contribuição às políticas do Pronera, que visam a formação escolar dos trabalhadores rurais assentados, a inciativa se pauta no fortalecimento da educação do campo na universidade sobre a perspectiva da cultura jurídica crítica plural e do desenvolvimento humano, a partir do diálogo entre pesquisa e extensão. A especialização também visou dar continuidade à formação dos estudantes que concluíram o curso de Direito para Beneficiários da Reforma Agrária da UFG, além de propor uma articulação entre movimentos sociais e universidade, em defesa dos direitos do campo. “Tanto na graduação como na pós-graduação a gente percebe um processo de oxigenação das ideias na prática da universidade na dimensão pedagógica, que envolve a articulação da realidade do campo com o saber científico”, ressaltou a coordenadora do programa de pós-graduação, Érika Macedo."

quarta-feira, 8 de abril de 2015

terça-feira, 7 de abril de 2015

segunda-feira, 6 de abril de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

OFICINA SOBRE GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER: A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA LUTA SOCIAL - ASSENTAMENTO ROSELI NUNES NO MATO GROSSO


OFININA SOBRE GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER: A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA LUTA SOCIAL



 
No dia 11 de dezembro no assentamento Roseli Nunes aconteceu a 3ª oficina sobre Direitos Sociais do Campo, com o tema: GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER: A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA LUTA SOCIAL. As oficinas fazem parte do projeto de elaboração de cartilhas, para a formação das famílias acampadas e assentadas ligadas ao MST. Os temas abordados nas oficinas têm como objetivos a atenderem a realidade das pessoas do campo. Inicialmente é necessário retratar a historia da luta pela Terra. O próprio nome do assentamento, já traz consigo a luta de uma grande mulher que lutou incansavelmente pelo direito a terra. Roseli Celeste Nunes da Silva nasceu em 1954.  Rose, como era chamada, era descendente de índios e colonos, cresceu no trabalho com a terra e participava  junto com seu marido e filhos, pois sabia que seu futuro e o de seus filhos dependiam da conquista de um pedaço de chão para trabalhar, ou então teria que viver como indigente na cidade. Roseli Nunes foi assassinada no dia 31 de março de 1987 atropelada por um caminhão, que se lançou contra a marcha dos Sem Terra, deixando vários feridos e seu corpo  a beira da estrada. Rose hoje é um símbolo para a luta de todos os Sem terra e para o povo brasileiro. Teve sua vida encerrada com apenas 33 anos.  O marcante é que a historia de Roseli e de tantos outros lutadores, são recontadas e reforçadas pelos passos de cada  militante, que defende a causa da luta como ela fez, de forma corajosa, firme e batalhando sempre para alcançar o que desejam.

O assentamento Roseli Nunes tem a presença de mulheres batalhadoras e que buscam sempre reivindicar a ativa participação e espaços na luta. A oficina contou com grande participação dessas mulheres, que nos relatos reafirmaram que a vida delas é uma luta diária, em que elas não se cansam de atestar, que devem sim desfrutar dos mesmos espaços que os homens, que as mulheres como lideranças deve ser uma realidade comum, e que devem ser respeitadas pelo trabalho que realizam, da mesma maneira que homens e que não deve existir hierarquia de gênero. Cada um tem o seu valor, e elas lutam diariamente pra conscientizar sobre estes valores e princípios.

 
 

A Participação das Mulheres na Luta Social levou a um caminho que não foi planejado, mas extremamente importante, que foi a partir dos debates, explanações, as mulheres concluíram que é relevante fortalecer o grupo de mulheres e fundar um coletivo em que direcione e fortaleça a questão da formação política das mulheres em conjunto com as atividades de descontração, para despertar o interesse de todas as mulheres assentadas. Elas se reuniram e decidiram promover o “chá com bolo” que será um encontro das mulheres assentadas do Roseli Nunes, que vai contar com debates teóricos e uma tarde de beleza, e também cada uma levará comida e bebida, que saibam fazer, e a noite um baile dançante para interação e fortalecer os laços entre elas mesmas. A nossa oficina se encerrou com uma frase, que resume o objetivo da luta das mulheres, que reforça os pés na terra e a garganta no mundo, gritando e deixando todos ouvirem as vozes das revolucionárias, ecoando em toda parte.



 
Oficina da juventude



Por sua vez no dia 12 de dezembro foi ministrada a oficina sobre a juventude no assentamento Roseli Nunes, e os jovens mostraram uma grande participação. Mediante aos debates, ficou de encaminhamento que os jovens iriam se organizar, para promoverem encontros freqüentes entre eles, e assim discutirem temas da juventude, do movimento e priorizando a inserção deles na direção do assentamento. Considerando que uma das reclamações gerais, é que os jovens só precisam de oportunidades. Os próprios jovens que encaminharam a formação dessa frente de organização. E isso foi gratificante, pois a oficina despertou em cada um deles a vontade mais viva de lutar, de participar e de fazer a diferença. A juventude é o diferencial, porque ela não tem medo de tentar, e é se arriscando que se conquista o novo.



 
Rosângela Rodrigues e Sarah Fogaça da Silva

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Turma de Direito do PRONERA - UFPR



TURMA DE DIREITO DO PRONERA – UFPR

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovou a criação de uma Turma de Direito para beneficiários do PRONERA, para 60 estudantes.

A previsão é de que as aulas comecem em março de 2015, em Curitiba, Paraná. Os estudantes da Turma de Direito do Pronera terão, durante os cinco anos em que estiverem na Faculdade, uma bolsa mensal de R$ 400,00, além de terem custeadas as suas passagens para Curitiba. Além disso, poderão receber auxílio moradia, alimentação e permanência da UFPR.

O processo seletivo para essa Turma será a partir da nota no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Assim, os interessados em participar da turma devem se inscrever no ENEM/2014.

As inscrições para o ENEM ocorrerão, provavelmente, de 12 a 25 de maio!

A inscrição no ENEM deve ser feita no site oficial:
http://enem.inep.gov.br/. Durante o registro, o candidato deve informar o número do CPF, número do documento de identidade (RG), endereço de e-mail, situação de eventual necessidade de atendimento especial (pessoas com deficiência), objetivo de obter o certificado de conclusão do ensino médio do ENEM 2014, cidade em que deseja fazer a prova, idioma para questões de língua estrangeira.

 A prova do ENEM, em geral, é realizada no início de novembro.

Depois de realizada a prova do ENEM, a UFPR abrirá um edital em que os interessados em participar da turma deverão informar seus dados pessoais, número de inscrição no ENEM, documento do INCRA que comprove que é beneficiário do PRONERA (beneficiário da reforma agrária, remanescente de quilombo) e demais documentos que serão informados.

A partir disso, serão selecionados os 60 estudantes que tiverem a melhor nota no ENEM, para que façam parte da Turma de Direito do PRONERA da UFPR.

 Pedimos para aqueles que fizerem a inscrição enviem um e-mail para pronera.ufpr@gmail.com, para que possamos entrar em contato para dar maiores informações sobre o processo seletivo.

 No email devem constar: 01 – Nome completo do inscrito; 02 – Número da inscrição no ENEM; 03 – Estado e Cidade do inscrito; 04 – Assentamento, Acampamento ou Comunidade em que vive; 05 – Organização que pertence; 06 – Telefone de contato do inscrito e contato da organização que indicou.

Atenciosamente.

Link da notícia: http://www.ufpr.br/portalufpr/noticias/ufpr-e-incra-criam-turma-especial-de-direito-para-assentados-e-quilombolas/