sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

OFICINA SOBRE GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER: A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA LUTA SOCIAL - ASSENTAMENTO ROSELI NUNES NO MATO GROSSO


OFININA SOBRE GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER: A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA LUTA SOCIAL



 
No dia 11 de dezembro no assentamento Roseli Nunes aconteceu a 3ª oficina sobre Direitos Sociais do Campo, com o tema: GÊNERO E RELAÇÕES DE PODER: A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA LUTA SOCIAL. As oficinas fazem parte do projeto de elaboração de cartilhas, para a formação das famílias acampadas e assentadas ligadas ao MST. Os temas abordados nas oficinas têm como objetivos a atenderem a realidade das pessoas do campo. Inicialmente é necessário retratar a historia da luta pela Terra. O próprio nome do assentamento, já traz consigo a luta de uma grande mulher que lutou incansavelmente pelo direito a terra. Roseli Celeste Nunes da Silva nasceu em 1954.  Rose, como era chamada, era descendente de índios e colonos, cresceu no trabalho com a terra e participava  junto com seu marido e filhos, pois sabia que seu futuro e o de seus filhos dependiam da conquista de um pedaço de chão para trabalhar, ou então teria que viver como indigente na cidade. Roseli Nunes foi assassinada no dia 31 de março de 1987 atropelada por um caminhão, que se lançou contra a marcha dos Sem Terra, deixando vários feridos e seu corpo  a beira da estrada. Rose hoje é um símbolo para a luta de todos os Sem terra e para o povo brasileiro. Teve sua vida encerrada com apenas 33 anos.  O marcante é que a historia de Roseli e de tantos outros lutadores, são recontadas e reforçadas pelos passos de cada  militante, que defende a causa da luta como ela fez, de forma corajosa, firme e batalhando sempre para alcançar o que desejam.

O assentamento Roseli Nunes tem a presença de mulheres batalhadoras e que buscam sempre reivindicar a ativa participação e espaços na luta. A oficina contou com grande participação dessas mulheres, que nos relatos reafirmaram que a vida delas é uma luta diária, em que elas não se cansam de atestar, que devem sim desfrutar dos mesmos espaços que os homens, que as mulheres como lideranças deve ser uma realidade comum, e que devem ser respeitadas pelo trabalho que realizam, da mesma maneira que homens e que não deve existir hierarquia de gênero. Cada um tem o seu valor, e elas lutam diariamente pra conscientizar sobre estes valores e princípios.

 
 

A Participação das Mulheres na Luta Social levou a um caminho que não foi planejado, mas extremamente importante, que foi a partir dos debates, explanações, as mulheres concluíram que é relevante fortalecer o grupo de mulheres e fundar um coletivo em que direcione e fortaleça a questão da formação política das mulheres em conjunto com as atividades de descontração, para despertar o interesse de todas as mulheres assentadas. Elas se reuniram e decidiram promover o “chá com bolo” que será um encontro das mulheres assentadas do Roseli Nunes, que vai contar com debates teóricos e uma tarde de beleza, e também cada uma levará comida e bebida, que saibam fazer, e a noite um baile dançante para interação e fortalecer os laços entre elas mesmas. A nossa oficina se encerrou com uma frase, que resume o objetivo da luta das mulheres, que reforça os pés na terra e a garganta no mundo, gritando e deixando todos ouvirem as vozes das revolucionárias, ecoando em toda parte.



 
Oficina da juventude



Por sua vez no dia 12 de dezembro foi ministrada a oficina sobre a juventude no assentamento Roseli Nunes, e os jovens mostraram uma grande participação. Mediante aos debates, ficou de encaminhamento que os jovens iriam se organizar, para promoverem encontros freqüentes entre eles, e assim discutirem temas da juventude, do movimento e priorizando a inserção deles na direção do assentamento. Considerando que uma das reclamações gerais, é que os jovens só precisam de oportunidades. Os próprios jovens que encaminharam a formação dessa frente de organização. E isso foi gratificante, pois a oficina despertou em cada um deles a vontade mais viva de lutar, de participar e de fazer a diferença. A juventude é o diferencial, porque ela não tem medo de tentar, e é se arriscando que se conquista o novo.



 
Rosângela Rodrigues e Sarah Fogaça da Silva

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

CONVOCATÓRIA

Convite importantíssmo. 
Audiência Pública sobre o meio ambiente, às 19h no auditório da UEG Cidade de Goiás.
Debateremos sobre a articulação e criação do Conselho Municipal do Meio Ambiente, a importância de agregar forças, somar, apontar. Já fazem dois anos que não foi implementado, e as demandas da cidade de Goiá acerca do meio ambiente só aumentam. Venha participar e juntos e juntas buscaremos soluções!
Gritemos juntxs por uma articulação da PEC 504/2010.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Oficina Sobre Direitos Sociais do Campo

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO (LATU SENSU)
DIREITOS SOCIAIS DO CAMPO – RESIDENCIA AGRARIA.



Oficina Sobre Direitos Sociais do Campo
O Curso de Pós –Graduação em Direitos Sociais do Campo- Residência Agrária (UFG), em parceria com Estudantes do Curso de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), turma do Pronera, realizaram na manhã do dia 5 de julho de 2014, em Cuiabá /MT, uma oficina sobre Direitos Sociais do Campo. O objetivo da atividade foi desenvolver um debate a cerca dos direitos sociais e como facilitar a compreensão das pessoas assentadas e acampadas sobre tais direitos. A atividade foi à primeira iniciativa do grupo para a construção conjunta de um processo de formação e orientação relacionadas aos direitos sociais aos quais os camponeses tem direitos.
Contamos com a participação de estudantes/ militantes sociais ligados às áreas do Direito (Universidade Federal de Goiás), Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Militantes da RENAP, Movimentos Urbanos (RECID), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e MST.
Na atual conjuntura os camponeses em nosso país se veem excluídos do acesso aos seus direitos mais elementares. A ideia que mobilizou a organização desta atividade é propiciar que os camponeses e camponesas, tenham acesso a formação e informação sobre os direitos sociais aos quais eles têm direitos, pois esses direitos ficam na prática muito distante da realidade dos trabalhadores do campo e isso é um dos maiores limitadores para que homens, mulheres, jovens, idosos e crianças, possam exercer sua cidadania plena e possam reivindicar com mais eficiência seus direitos, que há muito tempo foram conquistados pela luta da classe trabalhadora e compõem um rol de direitos e garantias que estão previstos na Constituição Federal e são instrumentos de diversas politicas públicas do Estado, como direito a terra, a saúde, educação, previdência e outros.
A oficina sobre Direitos Sociais do Campo teve como objetivo principal a elaboração de cartilhas. O material produzido será um instrumento didático e metodológico de formação e informação da base e para a base acampada e assentada nas comunidades rurais ligadas ao MST, e terá a função de informar sobre os direitos sociais aos quais todos os cidadãos têm direitos e o estado, por meio de seus diversos órgãos, tem o dever legal de garanti-los a toda a população. Para que a sociedade possa lutar e defender seus direitos, a mesma deve ter conhecimentos de como reivindicá-los e para tanto, aqui discutiremos os principais elementos que possibilitem de uma forma simples e pedagógica, como esses direitos podem ser defendidos e reivindicados por cada um e por todos os sujeitos envolvidos neste processo.
O material elaborado será voltado à realidade histórica da luta dos trabalhadores que vivem nos assentamentos e acampamentos, para tanto sua elaboração será discutida e construída com os camaradas envolvidos nos processos, estaremos realizando as oficinas no assentamento 12 de outubro, região Norte do Estado de Mato Grosso, nos dias 28 e 29 de agosto duas das quatro oficinas, para discutir o conteúdo proposto para as cartilhas, às outras duas estão previstas para acontecerem no final do mês de setembro, ainda não tem uma data especifica. Os conteúdos que serão trabalhados nas oficinas e cartilhas estarão vinculados a um debate político ideológico e prático, que envolvam a luta e organização dos camponeses e camponesas.

Segue a proposta dos conteúdos das cartilhas:
I Volume: Direito e Justiça; II Volume: Agronegócio e Reforma Agrária Popular; III Volume: A Juventude e as Politicas Nacionais para os Jovens; IV Volume: Mulheres e Gênero.
Cronograma das atividades propostas:
As atividades serão desenvolvidas até fim do ano de 2014, e no inicio de 2015 as cartilhas serão utilizadas no processo de formação das bases dos acampamentos e assentamentos, tendo como proposta de organização do material a seguinte: As oficinas serão realizadas no mês de agosto, cartilha um I e II e setembro, cartilha III e IV. No mês de novembro será realizado o processo de sistematização e elaboração do material, e o prazo para publicação está previsto para o mês de dezembro.

A metodologia que será utilizada para realização do trabalho envolve a atuação de grupos facilitadores que irão realizar o debate com as pessoas participantes do processo, após a explanação dos conteúdos, serão realizados debates, onde os camaradas que estão participando da oficina vão contribuir a partir de suas experiências com o debate e trarão para o grupo suas compreensões a cerca do tema e quais suas limitações quando procuram a cessar seus direitos. Todo o processo será sistematizado para que, após cada oficina, tenhamos um diagnóstico das questões debatidas e tenhamos subsídios para a confecção das cartilhas, que perpassarão pelo estudo da realidade, teorias a cercas dos temas, as legislações pertinentes, em cada caso, bem como a reflexão da equipe de elaboração do material, que acompanhará todo o processo das oficinas.



Rosangela Rodrigues da Silva

sábado, 26 de julho de 2014

Segunda Jornada Universitária - Reforma Agrária

Alunxs, professorxs e coordenadoria da Pós- Graduação em Direitos Sociais do Campo, juntamente com os monitorxs da Pós e do Projeto EIRA (Estágio Interdisciplinar de Residência Agrária), durante o Tempo Escola, se reúnem para mais uma Jornada Universitária, na busca pela integração entre comunidade e universidade. Assentados e filhos de assentados, muitos deles alunos da Pós- Graduação, falaram sobre suas realidades nos acampamentos e assentamentos e sobre a Reforma Agrária no Estado de Goiás. Nessa manhã de conversas, lições de vida e transmissão de conhecimentos e saberes, foram deixadas mensagens importantes sobre o valor e o poder da resistência e da luta, seja ela do camponês, do quilombola, do índio, do homem, da mulher, do negro, do branco.. Dia de reconher a luta em suas diferentes formas e de agradecer a todos aqueles que contribuem com ela, dando seu suor e seu sangue por um mundo mais justo.









segunda-feira, 21 de julho de 2014

Começou o Tempo Escola 3

Começou o Tempo Escola 3!!


Caminho que a gente é,
caminho que a gente faz:
Para viver,
Para andar;
para outros caminheiros se ajuntar.
Caminho para os parados se animar.
Para os perdidos, de novo achar.
Para os mortos não faltar!
 
Dom Pedro Casaldáliga
 









































 
 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Novos e velhos conhecidos se encontram na luta de classes amazônica - Por Márcio Zonta, Da página do MST

http://www.mst.org.br/node/16211

Novos e velhos conhecidos se encontram na luta de classes amazônica

11 de junho de 2014

Por Márcio Zonta
Da Página do MST


“Só nos sobra rato e mau cheiro na periferia de Marabá”, a frase do jovem Maciel Silveira explicita o descontentamento e as condições do que é viver às margens da cidade economicamente mais importante do sul e sudeste paraense.

Porém, tal sofrimento por viver precariamente na cidade, pode estar cessando. Junto a outros três jovens embarcou na manhã do último domingo (8) num dos ônibus de uma caravana, que levaria mais de mil famílias para a ocupação de duas fazendas no sudeste do Pará.

“Aqui vou botar roça, montar meu barraco, ajudar minha família, conquistar a terra, progredir!”, diz ao romper sua primeira cerca num dos maiores latifúndios do estado.

As famílias que adentraram a terra são oriundas das principais periferias de Marabá. Maciel, por exemplo, vem de um bairro distante do centro urbano, chamado Morada Nova.

“Só tive trabalho ruim, acho que até escravo já fui. Trabalhei em carvoaria clandestina, que tinha que se esconder quando a fiscalização aparecia. Já trabalhei em frigorífico, o pior de todos e, até em fazenda roçando pasto e cuidando de gado”, conta amargamente.

Antigos inimigos

O Maciel passará a perceber agora, com sua primeira ocupação de terra, é que a luta de classes na Amazônia sempre coloca frente a frente velhos e novos conhecidos.

A fazenda Santa Tereza é uma transição histórica, servindo de propriedade aos diferentes compadres latifundiários do Pará. Seu primeiro grileiro são os temidos Mutran, antes donos das terras que margeiam a pista de Marabá a Eldorado de Carajás, mais de 150 km pela PA 155.

Após devastar o maior polígono de castanhas da história do Pará, a família teve sua hegemonia quebrada por diversos fatores, entre eles as ocupações do MST em suas terras, como as fazendas Peruana e Cabaceiras, em Eldorado dos Carajás e Marabá, respectivamente.

Do mais, conforme a oligarquia dos Mutran foram perdendo força, as terras foram repassadas ao grupo Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, e também para Rafael Saldanha de Camargo, como no caso da Fazenda Santa Tereza.

Daniel Dantas já é conhecido por uma extensa ficha criminal e investigações PR parte da Polícia Federal. Já Rafael Saldanha de Camargo não é tão famoso assim. “Dono de metade de Parauapebas” como costuma dizer o senso comum local, é um dos principais empresários da região.

É proprietário da Construtora e Incorporadora Nova Carajás, responsável por levantar condomínios fechados da noite para o dia na segregada Parauapebas. Só nos últimos anos lançou mais de 20 mil unidades comerciais e residenciais.

Apenas num leilão de lotes de terras da gigantesca Fazenda Primavera, em Parauapebas, faturou R$ 2 milhões. Outro empresário renomado da região, Júnior Branco, dono da White Tratores lhe fez elogios à época num jornal de Parauapebas e revelou um de seus sócios. “O Rafael Saldanha está de parabéns pela qualidade da exposição, isto justifica a parceria da fazenda Primavera com o renomado Joaquim Roriz”, disse o amigo.

Rafael Saldanha é cúmplice de Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal. O mesmo que anos atrás foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal como chefe de esquema de corrupção no Banco de Brasília (BRB).

Na ação, os promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) sustentam que o grupo político de Roriz utilizou o BRB para desviar recursos de contratos públicos, lavagem de dinheiro e para atender a interesses privados.

Para o Ministério Público, os crimes de peculato e dispensa ilegal de licitação seguiam a uma determinação superior, de Roriz.

Assassino

Entretanto, os Sem Terra no Pará costumam dizer que “quem bate sempre esquece, mas quem apanha não”. Dessa forma, o MST do Pará não esqueceu que Rafael Saldanha de Camargo é réu na ação penal pela morte de Onalício Araújo Barros (Fusquina) e Valentim Silva Serra (Doutor), assassinados em 26 de março de 1998 pela articulação do grupo de fazendeiros ao qual Saldanha faz parte.

A juíza de Parauapebas, Maria Vitória Torres do Carmo, decretou após as primeiras investigações do assassinato a prisão provisória dos fazendeiros Rafael Saldanha do Camargo e Geraldo Teotônio Jota, o "Capota", acusados de cúmplices nos assassinatos dos dois líderes do MST.

Porém, o Estado do Pará nunca cumpriu a determinação, e a ação penal contra os fazendeiros está prestes a prescrever.

“A morte de Fusquinha e Doutor será vingada com a Reforma Agrária no Pará”, afirmam diversos dirigentes históricos do Movimento, como Jorge Néri.

Cosipar

Se o MST frequentemente encontra com aqueles que tentam ser seus algozes pelas esquinas amazônicas, Maciel encontrou com um de seus carrascos no passado nesse domingo, ao fazer seu barraco de lona na Fazenda da Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar), uma extensão de 10 mil hectares de terras altamente desmatada e abandonada com plantação de eucaliptos.

Antes de ser fechada, A Cosipar, segundo a pesquisa e a apuração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), usava carvão advindo da devastação ambiental e do trabalho escravo, explorados em carvoarias clandestinas de Marabá e Ipixuna do Pará.

Pelos cálculos do órgão, nos últimos quatro anos as siderúrgicas foram responsáveis pela destruição de 27,3 mil hectares de floresta Amazônica. Foram responsabilizadas a Sidepar, a Cosipar e a Siderúrgica Ibérica.

“As siderúrgicas fomentam o desmatamento da floresta amazônica em todo o sul e sudeste paraense para obter o carvão que precisam, acobertando essa origem irregular com Guias Florestais fraudadas", afirma o chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama em Marabá, Luciano da Silva, que coordenou a operação Saldo Negro, responsável por desvendar o esquema.

O jornalista Marques Casara diz que o problema é conhecido desde 2004, quando publicou o primeiro estudo sobre o trabalho escravo no Pará. Em 2011, o jornalista voltou a realizar novas investigações na região, lançando o livro "O Aço da Devastação", publicada em junho de 2011 pela revista do Observatório Social.

Na oportunidade, detectou que a mineradora Vale estava envolvida no esquema. "O fiel da balança é a Vale S/A, que assinou um acordo com o Ministério do Meio Ambiente em 2009, anunciando que não forneceria mais minério de ferro para essas siderúrgicas. O acordo não está sendo cumprido", afirma.

A história volta a confrontar as classes: a Vale, que abastecia a cadeia de produção de aço que tinha a Cosipar como cliente, que por sua vez explorava o trabalho escravo de Maciel, é quem financiou um dos maiores genocídios de camponeses no Pará, o Massacre de Eldorado de Carajás, em abril de 1996.

Maciel, agora do MST, tem a possibilidade de reconhecer sua classe, bem como lutar com ela e por ela. Na primeira noite no acampamento já sentiu que a tarefa será árdua, quando da movimentação de pistoleiros por toda madrugada ameaçando as famílias.

Porém, um acampamento que nasce com o nome de Hugo Chávez tem tudo para perpetuar.